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Sustentabilidade paisagística: a importância de exalar vida  


Nas ondas da sustentabilidade ambiental, social, econômica e corporativa, um leque foi aberto para suprir os demais segmentos que querem investir na ação. Assim, surgiu a sustentabilidade paisagístista. Tudo por um planeta conservado! Mas, qual será o real significado desta palavra? Seu conceito quer dizer "o desenvolvimento presente garantido para o futuro das próximas gerações". Seguindo alguns parâmetros, toda a humanidade pode, por exemplo, explorar outras fontes de recursos energéticos ou preservar áreas ambientais, auxiliando na garantia do desenvolvimento. Esse não é um termo novo; porém, seu papel tem se tornado constitutivo nos últimos anos - isso porque as mudanças climáticas e os desastres ecológicos têm sido frequentes, quase rotineiros na sociedade global.

Entretanto, até agora você deve estar se perguntando: como a sustentabilidade é implantada no paisagismo? Essa profissão já não é, por si só, sustentável? De acordo com a Engenheira Florestal, especialista em Paisagismo, Diacuy de Mesquista Fialho Crema, de Curitiba (Paraná), "o desenvolvimento sustentável é o que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas próprias prioridades. Dessa forma, surge uma nova maneira de lidar com esse conceito atuando em qualquer profissão. A sustentabilidade é um objetivo a ser alcançado por todo profissional atento às necessidades do mercado", explica.

 

 

Diacuy considera o paisagismo como uma excelente oportunidade para empresas que já perceberam o valor dessa nova competência. Muitos itens essenciais para a sustentabilidade passam despercebidos, como materiais e soluções hidráulicas e consumo de energia. Às vezes, é complicado mostrar ao consumidor onde estão as melhorias, na avaliação da Engenheira. "As áreas destinadas ao paisagismo podem revelar ao consumidor a seriedade e o valor que a empresa dá ao assunto", afirma. Assim, é possível estreitar a relação que essa profissão tem com o comprometimento de exalar vida ao planeta.
 

As áreas destinadas ao paisagismo podem revelar ao consumidor a seriedade e o valor que a empresa dá ao assunto



A ação agrega benefícios visíveis ao meio ambiente. Mas, e para o bolso? Esses projetos podem ser mais onerosos? A especialista explica que alguns itens podem representar um custo significativo. Contudo, ressalta que já existe um público bem informado, que quer investir nesse tipo de paisagismo. "São os condomínios inteiros, proprietários particulares e construtoras que querem agregar valor a seus empreendimentos. Esses estão dispostos a pagar um pouco mais para terem um paisagismo sustentável", pontua. Em contrapartida, nem todos os projetos denotam preço alto. "Algumas ações não implicam nesse aumento de custo, como uso de espécies nativas, cuidado no uso de espécies invasoras e compostagem doméstica", pondera.

A Associação Nacional de Paisagismo (ANP), nesse contexto, criou o "Programa de Paisagismo e Sustentabilidade", na tentativa de conscientizar aquelas empresas que planejam reformas paisagísticas. De acordo com dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (EMPBRAESP), aproximadamente dez capitais - e suas respectivas regiões - terão suas estruturas refeitas entre 2009 e 2012. O mercado formal, que cultiva árvores nativas para projetos paisagísticos, já tem apresentado um excesso de consumo nessa produção, diminuindo a capacidade de atendimento. Para tanto, a criação do programa visa a suspender o extrativismo para a preservação das florestas.

Renováveis ou não, os elementos naturais são suscetíveis a adequação, e a Engenheira declara que as formas de atuar são inúmeras. "Já temos algumas aplicações, mas é um desafio diário descobrir que tipo de impacto pode surgir de nossas intervenções na paisagem", informa. 

Projeto desenvolvido no programa "Minha Casa, Minha Vida

Diacuy cita algumas alternativas importantes para a concepção de um projeto sustentável de qualidade:

· Conforto e segurança nos espaços de convivência externos
· Uso de materiais e técnicas duráveis (ciclo completo do produto)
· Uso de Espécies vegetais nativas 
· Aproveitamento de materiais regionais como utilização de insumos
· Cuidado na utilização de espécies invasoras
· Utilização de telhados verdes
· Bom uso de espécies caducas e perenes
· Uso de materiais permeáveis em pisos
· Uso de espécies comestíveis (frutas, temperos, chás, etc.)
· Possibilitar uso de compostagem doméstica nos projetos
· Jardins com custos de manutenção menores
· Reaproveitamento da água para irrigação de jardins

 

 

Postado em Fonte Todas as notícias
14/04/2011 http://www.auepaisagismo.com Ver todas as notícias
 

 

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